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NÃO POR FORÇA NEM POR PODER ...

Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (Zc 4.6). Às vezes queremos que as coisas sejam ou aconteçam do modo pelo qual pensamos. E até nos esforçamos para que o nosso ponto de vista prevaleça. Agimos assim principalmente em relação as pessoas. Queremos impor a nossa vontade sobre os outros e ficamos revoltados quando estes não aceitam. Quando nos convertemos as coisas mudam para o campo religioso porque a nossa atitude de forçar para que a nossa vontade prevaleça continua. Vemos isto nas reuniões de liderança seja das igrejas ou denominações. Algumas vezes, há lutas bastante renhidas entre crentes que, por sua vez, saem feridos emocionalmente, magoados uns com os outros. Até mesmo queremos que nosso ponto doutrinário prevaleça. Achamos ser o melhor e o mais bíblico, e nos esquecemos que o outro também pensa da mesma forma em relação ao seu sistema doutrinário. E então acontecem debates longos que não levam a lugar algum. Quando alguém se converte, queremos que a parti da conversão aquela pessoa - sem discipulado ou sem noção alguma da vida cristã - comece a se comportar como se já tivesse dez anos de convertido. E colocamos exigências legalistas numa tentativa de formar naquele novo crente o padrão evangélico instituído. Ficamos revoltados quando o novo crente não se coloca dentro da forma da instituição, e! ! taxamo-lo de rebelde ou que não teve uma genuína experiência de conversão. Ora, tudo isto acontece porque não observamos o princípio espiritual: "não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos." Esta verdade é suficiente para acalmar nosso ânimos exaltados, prá não dizer exagerados. Todas as coisas, incluindo nossa vontade, nossas idéias, devem ser colocadas diante do Senhor. Não devemos impor as coisas aos outros por melhores que sejam nossas intenções. Devemos esperar em Deus se cremos que o que queremos é de fato o melhor. Não devemos também forçar mudanças nas pessoas - principalmente os novos crentes - e, sim, esperar que o Espírito Santo faça a obra.

Pr. Belarmino

 

 

 
 
 
 
 
 
                 
 

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