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AMOR PRÁTICO VERSOS RELIGIOSIDADE EGOCÊNCTICA

Lucas 10.25-37 Neste texto Jesus mostra que o amor deve ser prático e estar acima da religiosidade egocêntrica, doentia e descompromissada com o bem do próximo. Um intérprete da lei, um homem conhecedor de seus deveres religiosos, pergunta a Jesus o que era necessário fazer “para herdar a vida eterna.” Na verdade ele não tinha nenhuma intenção na resposta, a não ser a de “pôr Jesus à prova”. Jesus lhe devolve a pergunta procurando saber do perito da lei, o que esta ordenava. Ele respondeu corretamente ao dizer que o amor a Deus deve ser “de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás teu próximo como a ti mesmo.” Ao terminar de citar Deuteronômio 6.5, Jesus lhe ordena que cumpra o que está prescrito na lei. Isto colocou aquele religioso em cheque. Ficou evidente diante de todos que ele, um doutor da lei, não a cumpria, principalmente, no que se refere ao amor ao próximo. Numa tentativa de remediar a situação embaraçosa em que ficou, fez mais uma pergunta a Jesus querendo fazer parecer que não sabia exatamente qual era o seu dever em relação ao semelhante. “E quem é o meu próxi! mo?” Jesus então passa a lhe contar uma história sobre um homem que foi assaltado, espancado e abandonado na estrada. Ao passar por ali um sacerdote e vendo o moribundo, afastou-se, indo para o outro lado da estrada. De forma idêntica fez um levita. Ora, ambos eram homens profundamente religiosos. E a lei prescrevia que tanto um como o outro eram obrigados a prestar socorro ao próximo necessitado. Também conforme a lei eram obrigados a evitar a contaminação tocando num cadáver. Diante disto, optaram por não se contaminar, não se importando com a situação do próximo. A religiosidade estava acima do verdadeiro amor. Ao passar um samaritano(os samaritanos eram odiados pelos judeus)viu aquele judeu moribundo na estrada e se aproximando do mesmo, prestou-lhe os primeiros socorros e levando-o para um hospedaria, deu-lhe toda a atenção devida para sua recuperação. Jesus indagou do intérprete da lei qual dos três foi o próximo daquela vítima de assalto. Ele respondeu que fora o samaritano. Jesus, então, reafirmou: “Vá e faça da mesma forma”. O que aprendemos com este episódio? Primeiro, não devemos deixar que a religiosidade impeça a expressão do verdadeiro amor ao próximo. Muita gente fala do amor de Deus, porém eles mesmos são incapazes de praticar o amor para com o próximo. Isto é incoerência. Pois, “se alguém afirmar: ‘amo a Deus’, mas odiar a seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.”(1Jo 3.20). Segundo, não devemos tentar justificar-nos por não ajudar o próximo. Porque “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.”(Tg 4.17). Terceiro, conhecer as Escrituras Sagrada não é suficiente se não praticá-las. Não adiante está com a cabeça cheia de versículos bíblicos se na prática não está sendo usado. “Sejam praticantes da palavra” – escreve Tiago – “e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos”(1.22). Por último, o nosso próximo pode ser alguém fora do nosso grupo religioso. Tem pessoas que pensam que o amor só deve ser expresso por aqueles que fazem parte do seu grupo religioso. Não é isso que o Senhor Jesus nos ensinou. O samaritano não fazia parte do povo judeu. Eram povos inimigos.De religiões diferentes. Porém, aquele samaritano foi profundo e prático na sua forma de amar. Ultrapassou as barreiras preconceituosas para demonstrar amor. Infelizmente até mesmo entre aqueles que se dizem crentes há preconceitos. Quando ouço de crentes que criticam seus irmãos só por não fazerem parte do seu grupo denominacional, fico a questionar onde está o amor de Deus em suas vidas. O amor deve ser prático. “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade”(1Jo 3.18).

Pr. Belarmino

 

 
 
 
 
 
 
                 
 

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